Igreja nos lares?

Existe um movimento crescente de pessoas que deixam as congregações tradicionais para reunirem em suas casas; em grupos organizados ou não. Muitos defendem que, assim como a igreja do primeiro século se reunia em casas, o local correto da reunião da igreja é, obrigatoriamente, a casa dos irmãos. Afinal, o local onde se reune define a Igreja? Leia mais...

Igreja, o Corpo de Cristo

A estrutura das igrejas locais relatadas no Novo Testamento se assemelha muito mais a uma família do que uma organização religiosa. As reuniões eram...

Jesus e a teologia da prosperidade

Somos filhos do Rei, logo devemos ser prósperos? Quem não é está em pecado? O que diria Jesus sobre a teologia da prosperidade?

Jesus na célula

Foi um encontro inusitado. Jesus estava passeando pelas ruas de Brasília, passou pela rodoviária do Plano, aquela multidão, ninguém o reconheceu. Viu um jovem a passos largos, bíblia embaixo do braço, se aproximou:...

Deus e o diabo

Não existe, nunca existiu e nem existirá uma luta épica entre Deus e o diabo. Satanáz sempre soube...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pedras ou tijolos?

Quando se constrói uma casa hoje em dia, qual o material básico para levantar as paredes? Certamente são os tijolos. Tijolos são feitos em larga escala, obedecendo uma padronização de tamanho que facilita a construção e a torna mais rápida e eficiente. Imagine se você fosse incumbido de construir uma casa de pedras. Inicialmente deveria procurá-las, pois não são fabricadas. Depois de juntá-las seria necessário estudar onde encaixar cada uma, pois são de tamanhos e formatos diferentes e quando melhor encaixadas menos massa entre elas. Seria penoso carregar pedras grandes, trabalhoso usar as pequenas para tapar frestas; é uma obra realmente demorada!!! Muito mais rápido e prático construir com tijolos, não?

Pedro fala um pouco sobre a edificação da igreja comparando com a construção de uma casa. Fica claro a matéria-prima que o Pai usa em sua construção: pedras vivas. Os grandes empreiteiros da fé, na pressa de construir “suas igrejas” aprenderam que se constrói mais rápido com tijolos, em uma cultura onde todos pensam iguais e são treinados a terem o mesmo formato, o mesmo pensamento. Lançam métodos revolucionários de crescimento, transformam pedras em tijolos e rapidamente levantam as paredes e terminam sua obra. Se algum tijolo quebrar não tem problema; existem milhares de outros do mesmo tamanho saindo da fornada é só trocar. E olha que a troca é constante...

Mas o Pai é um Deus de diversidade! Ele fez cada um com uma característica e como pedras vivas a casa de Deus desfruta de uma diversidade santa, amável, respeitosa e principalmente em total submissão ao Pai. Cada pedra tem seu formato, seu talento e edifica todo o Corpo à medida que cresce no conhecimento de Deus e renuncia seu ego, deixando o pecado e se unindo a Cristo e a Igreja. Trabalhar com pedras é mais demorado, machuca as mãos, mas à medida que o próprio Deus, pela atuação de seu Espírito e pela edificação do próprio Corpo as une, então se estabelece a Igreja de Jesus.

Na construção com tijolos, após passar massa e pintar, cada tijolo some, não é mais visível, agora faz parte de uma organizada parede. Não tem mais como expressar o seu sacerdócio único, expressa apenas a idéia de seu construtor. Na construção de pedras cada uma tem o seu local, sua importância e apesar de fazer parte de uma grande e sólida parede continua ali, manifestando seu sacerdócio de forma única. Ao se rasgar o véu, todos fomos feitos sacerdotes do Deus vivo e pedras na construção da igreja de Jesus, sua noiva. Não se deixe enganar pelas aparências, pelas facilidades e pela velocidade; Igreja só de pedras.

"Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo." IPd.2:4

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Competição "santa"

O tempo passa rápido! Estou perto dos 40 anos e lembro-me como se fosse ontem quando tinha 20. Com anos passados é normal acumularmos algumas bagagens: conhecimento, experiências, manias, coisa boas e ruins. Na virada deste ano, 2009 para 2010 completarei a "maioridade cristã". Estarei comemorando 18 anos de adoção, 18 anos que o Pai lá do céu me adotou em Cristo. O tempo decorrido não quer dizer muita coisa, afinal crescer no conhecimento de Deus não é natural, demanda relacionamento, renúncia, crucificação do ego e seus desejos. Muitos passam anos no cristianismo, mas continuam sendo governados pelo seu ego e suas vontades, como um bebê, que pensa que o mundo gira em torno de suas necessidades.

Nesses 18 anos de adoção muita coisa em minha vida mudou, principalmente a forma como enxergo o próximo, seja ele da mesma família celestial ou não. Já estive em uma congregação no início de seus trabalhos e a vi crescer assustadoramente, já estive também em grandes congregações em posição de liderança, já estive em minha casa congregando com alguns gatos pingados, já estive só com minha esposa achando-me um remanescente (quem me dera...), já estive em uma grande estrutura de igrejas nos lares, enfim já vi muita coisa nessa caminhada e o Pai a cada dia tem me constrangido a considerar-me como quem não tem nada, como quem já deu tudo a Ele e a sua Igreja.

Ultimamente tem acontecido algo que há muito não me acontecia: ouvir que estão falando de mim pelas costas. É uma fato interessante, pois como participei de uma grande congregação neo-pentecostal já passei por isso antes. Tanto falei de outros líderes e congregações, sempre achando que onde eu estava era melhor, como ouvia dizer que falavam da gente, se diziam melhores, com "a visão" correta. Agradeço ao Pai que me deu os últimos 11 anos para me desintoxicar desse pecado com a comunhão de irmãos que prezam viver o evangelho e não falar sobre o evangelho. Foi restaurador, encontrei o arrependimento e a mudança de atitude que precisava e hoje meu foco é viver o Reino, ao invés de proclamar grandes discursos, lindos e empolgantes sobre o Reino.

Hoje, me divirto ao ouvir histórias sobre minha pessoa; o juízo que fazem de mim, da minha família e da igreja que se reúne em minha casa. Muitos ignoram conceitos básicos de transparência que Jesus tanto prezava, caem em hipocrisia, fofoca, maledicência e para que? Para se dizerem melhores, mais corretos e mais santos, para conseguirem mais adeptos a seus "planos espirituais". Esquecem que nosso Senhor que irá nos julgar e é para Ele que eu e todos que confessam o Seu nome vivem ou pelo menos deveriam viver. Portanto, para mim é impossível competir com alguém da mesma família celestial. Julgar-me mais santo, mais esclarecido e com uma visão mais clara, seria pura arrogância. Sou um homem extremamente dependente do Pai, se Ele não fizer, nada acontecerá, conheço a minha dependência e insignificância. Se alguém se julga superior eu assino embaixo, mas lembro que você deve fazer o que Jesus ordenou, sirva! Não existe competição, não estou jogando com a minha fé e com a vida das pessoas que congregam comigo.

Em minha caminhada não há e nem haverá marketing, eventos para trazer irmãos de outras congregações, confissões arrogantes de uma nova visão de Reino ou tititi pelas costas para denegrir a imagem de ninguém. Aqueles que me conhecem sabem que aconselho quem me procura a ser fiel à sua liderança e sair de sua congregação apenas com uma palavra clara do dono da Igreja, Jesus. Não há crescimento no Reino quando alguém sai de uma congregação para outra, apenas quando alguém sai da independência para adoção. A dança da cadeira traz apenas crescimento aos ministérios pessoais, alimenta a arrogância dos líderes e a infantilidade dos massificados. A visão que tento seguir é tão velha quanto a Igreja e as suas bases estão escritas em um dos livros mais vendidos do mundo: a Bíblia. Nada novo, nada especial, nenhuma restauração, apenas a tentativa de ser como Jesus e proclamar as boas-novas da adoção de todos quanto crerem.

Portanto, a todos que gastam seu tempo comigo, não se preocupem. Primeiro porque não irei gastar o meu tempo julgando ou falando de ninguém, afinal, justo juiz só tem um. Depois porque nunca me renderei ao desejo de me achar superior; somos servos do mesmo Senhor e iremos sentar à mesa com Ele, ceiarmos juntos todos os lavados pelo sangue, os adotados pela graça do Pai. Que a cada dia nosso Pai fortaleça a vida de todos quanto de coração O seguem em retidão, com as motivações corretas. Quanto aos que usam da fé para impor seus ideais, massificar e granjear tesouros aqui na terra, repito o que o nosso irmão Paulo disse: "Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda. Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo" Fp. 1:15-19

Se você não me conhece, não tenha o pensamento de que isso não é para você, permita que o Espírito Santo ministre em seu coração, quem sabe você se encontra lutando não o bom combate, mas o seu próprio combate? Já dizia Thiago: "Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa." Tg.3:13-16. Para finalizar, quer você me conheça, quer não, se a carapuça serviu, use-a; ela foi feita pelo Pai sob medida!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um patamar mais elevado


O que é estar em um patamar mais elevado? Existem muitas formas de se exteriorizar um patamar acima. Algumas são amplamente utilizadas, como palcos e palanques. Quem está em um deles sente-se importante, em evidência e algumas vezes solitário e inseguro. Nas monarquias os tronos são sempre mais elevados, mostrando a superioridade do monarca e a posição de submissão dos súditos. Muitos palestrantes descem do palanque para ganhar a empatia do público, que vendo-o "no mesmo nível" tem um sentimento de proximidade. Alguns governantes também andam no meio do povo, causando estranheza. O pensamento geral é: "como pode ele (pessoa famosa ou poderosa) pode andar assim, em nosso meio? Puxa, como ele é simpático!" Tirando o perigo de um atentado o que o faz diferente ao ponto de estranharmos a proximidade? Não será o patamar onde os enxergamos?

No Reino de Deus existem patamares diferenciados? Se olhando ao redor você encontra irmãos que parecem menores ou maiores aos seus olhos, não estariam em outro patamar? Talvez por experiências vividas, pela graça recebida, por um chamado, dom ou revelação podemos nos sentir em um patamar acima daqueles que não tiveram nossas experiências. Não é raro alguns serem vistos como uma pessoa mais espiritual, mais madura e as vezes infalível! Grupos também demonstram esse comportamento. Recentemente ouvi esta frase: "Vocês não conhecem a igreja fulano de tal? A melhor igreja do Rio de Janeiro". Foi uma piada, entretanto quantos não tem esse entendimento e usam muitas justificativas para defendê-lo? Existem grupos que chegam ao extremo de se acharem os únicos escolhidos!

Estar em um patamar acima pode trazer conseqüências ruins, cito duas principais que são o orgulho e a solidão. Orgulho, pois se estamos acima podemos nos julgar melhores e não servos. Acabamos desejando que os outros nos sirvam e esquecemos de Jesus em Matheus 20:26 dizendo: "entre vocês o maior será aquele que serve". Solidão pois quem está em um patamar acima tem problemas ao relacionar com outros, pois assume uma posição de quem tem muito a ensinar e pouco a aprender. Todo o relacionamento seja individual (entre irmãos), ou coletivo (entre congregações), é via de mão dupla.

Jesus falou muito sobre humildade; não vou citar suas palavras, mas a sua pessoa nas palavras de Paulo: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz." Fp.2:5-8.

De fato Jesus estava em patamares muito superiores ao nosso, e ainda está; Ele É Deus! Se você está degraus acima lembre-se da exortação de Paulo e tenha o mesmo sentimento que houve em Jesus: desça e sirva.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Dízimo na nova aliança


Nessa semana surgiu esse assunto em dois fóruns. Vou colar o que escrevi em ambos:

Creio no seguinte: no AT Deus constituiu seu povo. Ajuntou-os durante a história tendo picos de intimidade e afastamento com ele. No NT Deus ajunta seus filhos utilizando-se de si mesmo em Cristo e pelo Espírito para nos transformar em pessoas compatíveis com Ele. Isso tudo porque Ele quer dar uma noiva a Jesus e só se casam seres da mesma espécie. E no futuro, aliás, na eternidade, desfrutaremos de algo maior do que a filiação que é o casamento, ser UM com Ele, semelhante ao marido e esposa, que são uma só carne.

Então, creio que no relacionamento de povo de Deus existiam algumas obrigações do povo para com o seu Rei e com os integrantes do mesmo povo, bem como hoje, como filhos temos responsabilidades com o Pai e com os irmãos e no futuro como esposa seremos um e ai nem sei como será. Como povo, Deus, o Rei, instituiu leis e tributos e o dízimo é um tributo ao Rei dos Reis e tinha uma utilidade. Como filhos, não pagamos tributos ao Pai, mas participamos com a vida, com tudo que temos para o Pai e para o convívio familiar com os irmãos.

Então não creio que como filho devo pagar tributo ao Rei, mas sim ter convicção e agir sabendo que tudo que eu tenho é do Pai e dos irmãos. Na nova aliança todas as coisa da antiga não passaram, mas foram aperfeiçoadas, pois a nova aliança nos muda por dentro, enquanto a velha mudava somente os hábitos. Por isso Jesus diz que se a nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus não entraríamos no Reino.

Escrevi em outro tópico sobre vinho e odre, se puder depois leia lá. Isso que disse creio que é um vinho que só pode ser guardado no odre apropriado. Muitas estruturas religiosas acabariam ao falar sobre esse assunto desse jeito. Ao deixar de usar a cobiça, a culpa e o medo para motivar os irmãos a dar dinheiro a arrecadação cai drasticamente. Quando nós começamos a viver igreja no lar em 98, o Iran, nosso pastor na época (hoje falecido) falou sobre isso aos irmãos, e não fazia apelos emocionados para doações. Os irmãos simplesmente pararam de participar com dinheiro. Como não tínhamos contas, estrutura, rádio, TV, etc... isso não era um grande problema, mas a tristeza foi constatar que ninguém queria abençoar e participar da vida dos outros financeiramente. Mas, milagrosamente, ao aumentar a intimidade, a comunhão, todos começaram a ofertar, sem pregação, sem incitarmos cobiça ou culpa, mas simplesmente pelo prazer de fazer parte da família de Deus e com a quantia que tinha no coração (alguns até mais do que 10%). Mas com certeza o montante arrecadado não era o que conseguiríamos com os apelos, mas era suficiente para suprir todas as necessidades da igreja (pessoas).

Uma denominação não sobrevive a isso, pois normalmente a sua estrutura não comporta baixas na arrecadação e os sonhos dos que as lideram é estender replicar a mesma estrutura e isso custa dinheiro, muito dinheiro. Por isso creio que não tem como viver assim indiscriminadamente, seria colocar vinho novo em odre velho e a denominação racharia, perderia o odre, o vinho e pior, pessoas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

† PELA CRUZ, PELO SANGUE, PELO ESPIRITO ††


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Não militarei em nada além da loucura da cruz. Todas as ideologias que valem a pena serem defendidas tenho como perda para concentrar-me na única militância que é eterna e capaz de transformar o homem, a sociedade e minha vida: a cruz de Cristo. Não irei morrer pelo evangelho; já morri!

"Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, " Fp.3:7-8

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Minha oração



Pai, me livra do desejo usar sua igreja para suprir minhas carências
Livra-me Pai de querer ser alguém, de relacionar com base em minhas necessidades
Livra-me da síndrome das multidões, de querer juntas pessoas sem me importar com elas
Pai, livra-me do desejo de manipular massas, de ser o centro das atenções
E acima de tudo Pai, livra-me da arrogância de pensar que eu faço a sua obra.

Que sua vida em mim me inspire a viver como Jesus viveu
Que cada pessoa que cruzar meu caminho eu lembre que é única e amada por ti
Que o seu Espírito faça a obra em mim e através de mim, pois para isso Ele foi enviado
Que cada pessoa que me buscar eu possa levá-la aos teus pés para que tenham vida
E que eu lembre que o teu Reino está dentro de mim e não no que eu faço

Eu sei Pai, que não importa onde estou, nem o que faço, sou teu filho
Então te peço que em cada falha você me tome pela mão
Leve-me de volta ao caminho que seu Filho andou, caminho de obediência e serviço
Ajude-me a entender que até minhas boas obras não servem, se não forem em ti
Eu quero te agradar Pai, sempre e acima de qualquer outro.