Igreja nos lares?

Existe um movimento crescente de pessoas que deixam as congregações tradicionais para reunirem em suas casas; em grupos organizados ou não. Muitos defendem que, assim como a igreja do primeiro século se reunia em casas, o local correto da reunião da igreja é, obrigatoriamente, a casa dos irmãos. Afinal, o local onde se reune define a Igreja? Leia mais...

Igreja, o Corpo de Cristo

A estrutura das igrejas locais relatadas no Novo Testamento se assemelha muito mais a uma família do que uma organização religiosa. As reuniões eram...

Jesus e a teologia da prosperidade

Somos filhos do Rei, logo devemos ser prósperos? Quem não é está em pecado? O que diria Jesus sobre a teologia da prosperidade?

Jesus na célula

Foi um encontro inusitado. Jesus estava passeando pelas ruas de Brasília, passou pela rodoviária do Plano, aquela multidão, ninguém o reconheceu. Viu um jovem a passos largos, bíblia embaixo do braço, se aproximou:...

Deus e o diabo

Não existe, nunca existiu e nem existirá uma luta épica entre Deus e o diabo. Satanáz sempre soube...

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Agradeça a Deus por estar viva

Antes de ontem uma jovem foi estuprada na Avenida Arapogi, em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio, à caminho da escola. Infelizmente, esse é um fato cada vez mais corriqueiro e, desde que não tenha ocorrido com um conhecido ou familiar, o fato parace "normal" para uma grande metrópole como o Rio.

Mas, o que é normal em uma grande metrópole? É normal termos medo ao andar a noite na rua e percebermos que iremos cruzar com outra pessoa na calçada (afinal ele pode ser um bandido)? É normal colocarmos alarmes em nossas casas, cercas elétricas e sistemas se segurança integrados interligados com uma central? É normal andarmos com 2 carteiras no bolso, uma nossa e outra para o bandido?Acho que muitos de nós acham isso normal, já que faz parte de seu cotidiano há anos.

Fato é que as relações humanas no Brasil tem se degradado nas últimas décadas. Estamos vivendo tempo de completa insegurança e aumento da criminalidade... Por que? Será que dominuir a maioridade penal resolve? Será que pena de morte resolve? Será que a educação resolve?

Acredito que qualquer mudança verdadeira inicia dentro de cada um e é repassada de geração para geração. Uma mudança cultural, que permita aos menos favorecidos as oportunidades de trabalho e vida social mínimas. Que permita que as famílias tenham condições de ensinar coisas básicas do caráter aos seus filhos. Quer favoreça a visão que a pobreza não é normal, o crime não é normal, a violência não é normal.

É normal uma mãe relatar que as palavras de consolo para sua filha, após um estupro foram: "Falei para ela ficar calma e agradecer a Deus pelo fato de eles a terem deixado viva."?

Na época de Jesus, para os judeus, era normal se apedrejar mulheres flagradas em adultério. Uma multidão apresentou uma mulher adúltera diante de Jesus, arguindo se eles deveriam apedrejá-la, já que fazia parte da lei. Jesus não apenas impediu a atrocidade, como também conseguiu gerar uma nova consciência na multidão. Certamente aqueles que queriam ver o sangue, sairam mudados, pois foram tocados em seu interior (leia a história em João 8:1-9).

É preciso não acharmos normal, aquilo que não é normal, apesar de ser corriqueiro!




quinta-feira, 10 de setembro de 2015

À Procura da Felicidade


Nesse emocionante filme, estrelado por Will Smith, acompanhamos a história real de Chris Gardner que, em meio a diversas adversidades, tenta manter um mínimo de dignidade para si e seu filho. Na saga, Chris, investe suas economias em tomógrafos, que tenta vender diretamente aos médicos, não obtendo sucesso. A dificuldade financeira leva sua esposa a abandoná-lo, deixando-o com o filho em um uma situação tão ruim, que chegam a dormir em um banheiro de estação de metrô. Seguramente ao final tudo dá certo. Hollywood não faria um filme que não terminasse com um exemplo de superação e vitória.

Acontece que, apesar de toda emoção do filme, nem sempre as adversidades terminam em vitória. Olhando ao nosso redor, constatamos que poucos alcançam uma vida cheia de realizações, digna da telona. As pessoas dormem e acordam, trabalham diariamente, muitas vezes em atividades que não gostam, tem problemas com o cônjuge que não conseguem resolver e andam com o coração na mão por conta dos filhos. Isso se levarmos em consideração as pessoas afortunadas. Uma multidão de desventurados madruga à procura de emprego, pena para alimentar a família, perdeu os filhos para o crime ou as drogas, anda à margem de uma vida, no mínimo, desagradavelmente normal.

O filme deixa a entender que o herói encontra a felicidade ao alcançar um bom emprego em uma corretora de valores. Isto posto, duas reflexões sobre a felicidade nos vem à mente. A primeira é que a felicidade é a medalha que ganhamos após o sucesso em uma árdua batalha. Diante disso, para sermos feliz é necessário vencermos todas as batalhas... um feito para poucos. A segunda, e mais intrigante, é pensarmos que o triunfo em alguma área da vida, dá total significado para toda nossa existência. Será que não existem ricos em depressão? Ou famílias bem sucedidas destruídas pela cobiça, drogas, indiferença, desamor? Ou servidores públicos, com estabilidade e bons rendimentos, que se sentem perdidos em uma vida sem significado?

Um pequeno homem, chamado Mahatma Gandhi, teve também uma saga hollywoodiana. Entretanto, indo ao contrário do caminho modelo de felicidade, após sair da Índia e se formar em direito na Inglaterra, Gandhi dedica sua vida aos direitos dos hindus e a libertação da Índia. Uma vida de imensas privações, algumas prisões, longos jejuns, brutalmente finalizada com seu assassinato, no jardim de sua casa, protagonizado por um hindu, povo ao qual dedicou sua vida. Esse homem, desafortunado aos olhos de muitos, disse algo a respeito da felicidade:

“Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.”

É incrível como doze palavras podem trazer uma consciência tão completa a respeito de um tema tão complexo. A felicidade não é a medalha, mas a corrida; não é o troféu, mas o campeonato; não é o salário, mas o trabalho; não é a riqueza, mas o empreendimento; não é completar bodas de ouro, mas os 50 anos juntos da pessoa amada! A felicidade é aquilo que fazemos utilizando toda nossa alma, toda nossa vocação, todo nosso esforço, todo nosso talento! Talvez você não tenha a vocação de Gandhi; eu certamente não a tenho. Mas ele tinha, e foi feliz vivendo a vida de acordo com seus valores! Mesmo recebendo como medalha o tiro que causou sua morte.

Antes de Gandhi, Jesus deu esse exemplo de vida com propósito. Ele veio para o meio de seu povo, os Judeus, e esse povo provocou seu julgamento. Ele dedicou sua vida a fazer o bem a todos, e todos pediram para que Barrabás fosse solto em seu lugar. Morreu solitário na cruz, com apenas um de seus discípulos presente. Todavia sua vida até hoje influencia milhões de pessoas.

Onde, então, procurar a felicidade? Ela se encontra dentro de você! Em sua dedicação a vida, ao seu propósito único, a realização de sua vocação, ao tempo dedicado as pessoas amadas. E, se ao final você ganhar uma medalha, ela será apenas a cereja de um delicioso bolo, desfrutado durante seus dias na terra. Seja feliz!