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O escândalo dos dízimos

Estamos acostumados a ver reportagens sobre escândalos na arrecadação de dízimos e ofertas dentro das igrejas evangélicas. Algumas mostram pastores inescrupulosos se divertindo com a grana farta e fácil e outras, pessoas se dizendo enganadas. Tem matérias para todos os gostos e estômagos. Meu intuito nesse texto não é abordar a legalidade dos dízimos nos dias atuais ou o caráter dos que se aproveitam dos fiéis, mas sim levantar uma lebre que sempre fica escondida na moita: não existe corrupção sem corruptores.

O povo brasileiro tem mania de falar mal dos seus governantes e da corrupção que praticam. Entretanto, conheço poucos que se estivessem na mesma posição não iriam se corromper. Sempre que falo sobre isso a resposta, com poucas variações, é a mesma: é impossível ser político sem ser corrupto hoje em dia. Discordo! Corrupção é uma questão de caráter não de oportunidade. Matematicamente falando, os governantes são uma amostra do povo. Exemplificando: se 10% dos governantes são honesto, por conclusão, assim também é o povo.

Para comprovar isso não é preciso ir longe. Basta ver o percentual de sonegadores de impostos (aqueles que enganam o leão, não emitem NF, dão um jeitinho no fisco), dos que pagam propinas aos guardas, dos que se aproveitam de posições de autoridade, dos que arrumam falsos atestados médicos, existe uma lista interminável. As mesmas pessoas que ficam irritadas com a corrupção da polícia pagam uma propininha ao guarda de trânsito. Pura hipocrisia! Não é a toa que no Brasil tem o famoso ditado: Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. Na verdade ladrão que rouba ladrão tem que dividir cela na prisão. Até rima! Mas somos o país dos espertos, aceita-se a corrupção desde traga benefício pessoais. Isso explica bem nossos políticos.

Na mesma onda caminha a igreja. Crucificamos o pastor que usa de diversos macetes para arrancar dinheiro do povo, mas esquecemos de quem tenta comprar a benção. Os últimos acreditam piamente que pagando aquela quantia terão o direito de colocar Deus contra a parede para receber chuvas de prosperidade. Garanto que se tivessem ficado ricos não iriam reclamar de nada. Para esses podemos citar a frase de Pedro para Simão, que tentou comprar algo de Deus: “O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro.”
“E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração; pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniqüidade.” At.8:18-23

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