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Massificação e cristianismo

Com a tecnologia ganhamos formas de comunicação que antes eram inimagináveis. Lembro que na década de 80 minha mãe aderiu a um plano de expansão da Telesp para uma linha telefônica parcelada em anos. Se alguém me dissesse que teríamos telefones nas cinturas e bolsas eu nunca acreditaria. Para qualquer informação temos disponível a internet, com seu guru, o Google, que nos traz em instantes respostas "fast-food" a nossas dúvidas; sem esforço, sem exercitar os neurônios.

O ganho em comunicação facilitou outro fenômeno: a massificação. A mídia aponta a moda, o comportamento, o que aceitaremos como normal na sociedade, qual o próximo presente de nossos filhos, nossos próximos governantes. Como a igreja é formada de homens, logo a massificação foi adotada como forma de "salvar a muitos". Hoje existem métodos infalíveis para ganhar almas, onde apostilas, carnês, encontros, shows e etc., colocam o Espírito Santo como expectador, mas convencem a muitos que ser cristão está na moda. O efeito colateral é sentido quando os ditos cristãos expõem a fé publicamente com atitudes reprováveis até mesmos para os que não conhecem a Deus.

A evangelização massificada que mostra como é prazeroso ser "crente", que Deus está agora a "nosso serviço" para nos abençoar, não irá trazer ninguém a Cristo. O máximo será um templo cheio de pessoas prostradas aos prazeres do mundo, tentando usar Deus para sua satisfação pessoal. Seguir Jesus nunca deixará de ser a morte do homem para o pecado e o ego; morte de cruz, e a sua completa rendição à Deus.

"Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará."

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