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Dízimo na nova aliança


Nessa semana surgiu esse assunto em dois fóruns. Vou colar o que escrevi em ambos:

Creio no seguinte: no AT Deus constituiu seu povo. Ajuntou-os durante a história tendo picos de intimidade e afastamento com ele. No NT Deus ajunta seus filhos utilizando-se de si mesmo em Cristo e pelo Espírito para nos transformar em pessoas compatíveis com Ele. Isso tudo porque Ele quer dar uma noiva a Jesus e só se casam seres da mesma espécie. E no futuro, aliás, na eternidade, desfrutaremos de algo maior do que a filiação que é o casamento, ser UM com Ele, semelhante ao marido e esposa, que são uma só carne.

Então, creio que no relacionamento de povo de Deus existiam algumas obrigações do povo para com o seu Rei e com os integrantes do mesmo povo, bem como hoje, como filhos temos responsabilidades com o Pai e com os irmãos e no futuro como esposa seremos um e ai nem sei como será. Como povo, Deus, o Rei, instituiu leis e tributos e o dízimo é um tributo ao Rei dos Reis e tinha uma utilidade. Como filhos, não pagamos tributos ao Pai, mas participamos com a vida, com tudo que temos para o Pai e para o convívio familiar com os irmãos.

Então não creio que como filho devo pagar tributo ao Rei, mas sim ter convicção e agir sabendo que tudo que eu tenho é do Pai e dos irmãos. Na nova aliança todas as coisa da antiga não passaram, mas foram aperfeiçoadas, pois a nova aliança nos muda por dentro, enquanto a velha mudava somente os hábitos. Por isso Jesus diz que se a nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus não entraríamos no Reino.

Escrevi em outro tópico sobre vinho e odre, se puder depois leia lá. Isso que disse creio que é um vinho que só pode ser guardado no odre apropriado. Muitas estruturas religiosas acabariam ao falar sobre esse assunto desse jeito. Ao deixar de usar a cobiça, a culpa e o medo para motivar os irmãos a dar dinheiro a arrecadação cai drasticamente. Quando nós começamos a viver igreja no lar em 98, o Iran, nosso pastor na época (hoje falecido) falou sobre isso aos irmãos, e não fazia apelos emocionados para doações. Os irmãos simplesmente pararam de participar com dinheiro. Como não tínhamos contas, estrutura, rádio, TV, etc... isso não era um grande problema, mas a tristeza foi constatar que ninguém queria abençoar e participar da vida dos outros financeiramente. Mas, milagrosamente, ao aumentar a intimidade, a comunhão, todos começaram a ofertar, sem pregação, sem incitarmos cobiça ou culpa, mas simplesmente pelo prazer de fazer parte da família de Deus e com a quantia que tinha no coração (alguns até mais do que 10%). Mas com certeza o montante arrecadado não era o que conseguiríamos com os apelos, mas era suficiente para suprir todas as necessidades da igreja (pessoas).

Uma denominação não sobrevive a isso, pois normalmente a sua estrutura não comporta baixas na arrecadação e os sonhos dos que as lideram é estender replicar a mesma estrutura e isso custa dinheiro, muito dinheiro. Por isso creio que não tem como viver assim indiscriminadamente, seria colocar vinho novo em odre velho e a denominação racharia, perderia o odre, o vinho e pior, pessoas.

Comentários

  1. Ola Marcos!


    Queria convidar você para conhecer o meu blog, o Genizah que horas é pirado e engraçado, horas é exaltado e sério, mas é super do bem e tem como regra levar o Evangelho da Liberdade Verdadeira e a Santa Subversão de Jesus ao mundo egocêntrico e perdido nos seus valores! E, ainda dando tempo, aproveito para tirar uma onda com este pessoal que anda explorando a fé das pessoas e ainda dizendo que são cristãos... Ops!

    Por minha vez, já me tornei seu seguidor.

    Abraços em Cristo e Paz!

    Danilo

    http://www.genizahvirtual.com/

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  2. legal, eu tenho um topico de março no cmfreak relacionado a isso. www.cmfreak.net/forum/index.php?showtopic=17989 depois dá uma olhada lá. abração.

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  3. parabéns pelo blog,grato pela visita,qua o Senhor te abençoe dia a dia neste 2010!

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