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O valor do arrependimento

"Existem algumas pessoas que começam sua caminhada cristã com uma onda de transformação gerada por uma poderosa revelação de Deus e, como conseqüência disso, de pecado. Desde o começo de sua experiência com Jesus, estão arrependidas de uma forma intensa. Seus pecados foram profundamente expostos e elas estão prontas, dispostas a experimentar a morte e a ressurreição de Cristo.

Esses crentes mergulharam na presença de um Deus santo e lá viram a si mesmos sob Sua luz. Esta revelação de seu “eu” e de seus pecados gerou neles um forte arrependimento, o que permite que o Espírito Santo faça Sua obra neles rapidamente e sem muita resistência. Essas pessoas progridem de uma maneira muito rápida em sua caminhada espiritual.

Praticamente todos os “avivamentos” poderosos conhecidos ao longo da história da Igreja são acompanhados por uma tremenda convicção de pecado. O resultado é um profundo arrependimento. Aquelas “visitações” de Deus trouxeram uma luz ardente que convenceu homens e mulheres de seus pecados – o erro em suas ações, palavras, etc. – e de seu pecado – a natureza de sua carne que produz tais pecados.

Aqueles que se converteram durante os tempos de visitação de Deus, quase sempre, tornaram-se tementes a Deus, pessoas santas cujo testemunho continuou forte até sua morte física.

A causa disso é a obra transformadora de Deus – a troca de Sua vida pela deles – que é grandemente facilitada em pessoas que têm um coração quebrantado, o que as leva a um arrependimento profundo.

No entanto, muitos (se não a maioria dos crentes, hoje) não são trazidos a Jesus dessa maneira. Eles não têm vindo a Ele com muita (se é que há alguma) convicção de pecado. Pelo contrário, são instigados a vir para Jesus por causa dos benefícios. Talvez estejam atrás de cura, bênçãos, soluções para problemas pessoais, prosperidade financeira ou qualquer coisa do tipo.

Muitas pessoas, em vez de buscarem ser livres do que são e fazem, procuram ajuda para continuarem vivendo como antes, só que sem tantos problemas. Estes convertidos terão pouco progresso espiritual. 

Como um destaque, gostaria de afirmar, com a máxima clareza, que a maioria das experiências chamadas de “avivamento” em nossos dias não pode fazer nada para ajudar no processo de transformação. Cair no chão, latir como um cachorro, chacoalhar, rir ou qualquer outro fenômeno como esses, não transformam ninguém. Eles não convencem verdadeiramente do pecado e, portanto, não se arrependem.

Conseqüentemente, não passam de uma perda de tempo. Pior ainda, freqüentemente, não passam de uma desilusão – uma experiência meramente emocional que muitos confundem com coisas espirituais. Tais experiências não fazem parte da obra do Espírito Santo de Deus.

Como vimos no início deste capítulo, para que sobrevivamos ao surgimento de Jesus Cristo em sua glória e poder, devemos ser transformados para sermos como Ele. Precisamos ser mudados daquilo que somos para o que Ele é. Devemos ter nossa vida trocada pela Dele.

A chave que abre o caminho para esta que é a mais necessária de todas as experiências é o arrependimento. Devemos ver o que somos e nos arrepender, clamando para sermos libertos de nós mesmos. Devemos estar dispostos a morrer para que nosso “eu” pecaminoso não viva mais e para que a vida de Jesus possa encher nosso ser por completo.

O arrependimento está diretamente relacionado à nossa transformação. Apenas pense assim: pouco arrependimento = pouca transformação; mais arrependimento = mais transformação; profundo e total arrependimento = transformação ilimitada à imagem de Cristo. Nunca devemos pensar que reconhecermos nossos pecados e nos arrependermos deles seja algo negativo. É um ato que alarga a perspectiva de uma nova bênção espiritual em Jesus Cristo."

Extraído do livro Arrependimento para a Vida, de David W. Dyer
http://www.graodetrigo.com

Comentários

  1. Concordo, a transformação e portanto o avivamento vem através do arrependimento. A confissão do pecado é o que faz o homem desfazer-se de si mesmo, e dar espaço para o Espírito Santo começar a operar.

    Mas, creio que falar "Cair no chão, latir como um cachorro, chacoalhar, rir ou qualquer outro fenômeno como esses, não transformam ninguém... Conseqüentemente, não passam de uma perda de tempo." possa ser um argumento equivocado. Claro que compreendo que as expressões acima estão sofrendo hipérbole. Mas dá o sentido de que esse tipo de expressão não é provinda o Espírito.
    Para mim seria o mesmo que dizer que era demais falar na língua dos anjos quando houve Pentecostes.
    Devemos ser tardios para falar. Exortação é incentivada por Deus, mas é preciso tratar certos assuntos com mais brandura.

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