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MARCA DE AMOR

Eu saí da reunião mais cedo. Estava previsto até o meio-dia e ainda eram onze horas. Beleza, eu tinha uma hora para flautear. Sai no estacionamento de terra. Que porra esse pessoal não asfalta essa merda? Vai sujar meus sapatos. Antes de chegar ao carro percebi o flanelinha se aproximando para pedir dinheiro. Parar no barro e ainda pagar para estacionar.
-    E aí, patrão? - disse o flanelinha com um sorriso no rosto.

Não respondi. Entrei no carro e bati a porta. Ele se aproximou e deu umas batidinhas no vidro ao meu lado. Liguei a ignição, abri o vidro e olhei para ele. Tudo que eu queria era ir embora e garantir que na próxima vez que parasse meu carro ali ele não seria riscado. Sem desembolsar nada, lógico.
-    Tem um trocado aí, patrão? - pediu ele.
-    Para que trocado? - perguntei esperando a resposta padrão: para o almoço.
-    Pra pinga - respondeu ele.

Fiquei olhando a cara do sujeito por alguns segundos antes de ser capaz de dizer alguma coisa. “Taí algo que não se ouve …
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No estacionamento

O dia estava quente e seco, o que é comum no inverno de Brasília. Cheguei ao estacionamento no horário de almoço, como era meu costume na época. O terno azul escuro incomodava absorvendo o calor do sol brasiliense. Deixei o paletó no banco de trás, soltei o nó da gravata e desabotoei o colarinho. Antes que eu acabasse Wagner veio acenando, com um sorriso fraco no rosto queimado e maltratado pelos anos sob o sol e as drogas.

- E aí brother? – Percebi algo estranho, pois ele não chegou animado e brincalhão como sempre.
- Opa. - Respondi fechando a porta do carro.

O estacionamento, em um shopping tradicional, ainda não era pavimentado nesses dias. No tempo de seca a terra vermelha levantava nuvens de poeira, nas chuvas o barro desencorajava os clientes, preocupados em não sujar seus sapatos. Nesse dia, além de todos que frequentavam nossa reunião, havia mais alguns, que eu não conhecia, embaixo da grande árvore, nossa congregação ao ar livre. Cheguei, cumprimentei um a um e me sentei na…

Agradeça a Deus por estar viva

Antes de ontem uma jovem foi estuprada na Avenida Arapogi, em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio, à caminho da escola. Infelizmente, esse é um fato cada vez mais corriqueiro e, desde que não tenha ocorrido com um conhecido ou familiar, o fato parace "normal" para uma grande metrópole como o Rio.
Mas, o que é normal em uma grande metrópole? É normal termos medo ao andar a noite na rua e percebermos que iremos cruzar com outra pessoa na calçada (afinal ele pode ser um bandido)? É normal colocarmos alarmes em nossas casas, cercas elétricas e sistemas se segurança integrados interligados com uma central? É normal andarmos com 2 carteiras no bolso, uma nossa e outra para o bandido?Acho que muitos de nós acham isso normal, já que faz parte de seu cotidiano há anos.
Fato é que as relações humanas no Brasil tem se degradado nas últimas décadas. Estamos vivendo tempo de completa insegurança e aumento da criminalidade... Por que? Será que dominuir a maioridade penal resolve? Será qu…

À Procura da Felicidade

Nesse emocionante filme, estrelado por Will Smith, acompanhamos a história real de Chris Gardner que, em meio a diversas adversidades, tenta manter um mínimo de dignidade para si e seu filho. Na saga, Chris, investe suas economias em tomógrafos, que tenta vender diretamente aos médicos, não obtendo sucesso. A dificuldade financeira leva sua esposa a abandoná-lo, deixando-o com o filho em um uma situação tão ruim, que chegam a dormir em um banheiro de estação de metrô. Seguramente ao final tudo dá certo. Hollywood não faria um filme que não terminasse com um exemplo de superação e vitória.
Acontece que, apesar de toda emoção do filme, nem sempre as adversidades terminam em vitória. Olhando ao nosso redor, constatamos que poucos alcançam uma vida cheia de realizações, digna da telona. As pessoas dormem e acordam, trabalham diariamente, muitas vezes em atividades que não gostam, tem problemas com o cônjuge que não conseguem resolver e andam com o coração na mão por conta dos filhos. Isso …

Tudo quanto pedir Deus fará?

Não é raro termos dúvidas acerca de orações não respondidas pelo nosso Pai Celestial. Principalmente quando nos deparamos com situações quejulgamos incompatíveis com nossa posição como filhos de Deus. Uma doença que alcança um ente querido, uma catástrofe que assola o que construímos com afinco, lutas inexplicáveis que nos colocam em situações de fragilidade e medo.
Ao buscarmos nosso Pai nessas ocasiões gostaríamos de ter certeza de que Ele está nos ouvindo e nos irá atender. Procuramos, então, refúgio em promessas que encontramos na Bíblia, na certeza de que, com elas, teremos vitórias. Um dos ensinos de Jesus comumente utilizados é aquele, em que Ele ensina os apóstolos, durante sua última ceia, dizendo: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.” Jo. 14:13 De posse dessa declaração, do próprio Cristo, podemos nos sentir tristes e confusos quando insistimos em oração, dizendo claramente que oramos em nome de Jesus, e não so…

Em defesa de Jesus

Após a passeata LGBT apareceram muitos defensores de Jesus, o que inclusive popularizou o termo cristofobia.
Essa necessidade de defender Jesus não é nova. Quando ele ainda vivia houve uma situação extrema, onde um de seus mais fiéis seguidores o defendeu com fervor. Vocês lembram?
Foi assim: Jesus foi traído pelo seu amigo Judas, que entregou seu paradeiro em troca de algumas moedas de prata. O sumo sacerdote, alguns de seus servos e uma multidão, todos religiosos, porém verdadeiros cristofóbicos, foram atrás de Jesus. Quando chegaram Pedro não teve dúvidas, partiu em defesa de Jesus e cortou a orelha do servo do sumo sacerdote! Um exemplo de homem que defendeu a Jesus em detrimento de sua própria segurança!
Jesus, em resposta a essa atitude tão nobre de Pedro, o repreendeu, mandando-o guardar a espada. Como se ainda não bastasse ele curou a orelha ferida do cristofóbico dizendo:
Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas tu que e…