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Mostrando postagens de 2010

Jesus não era evangélico

Fico a conjecturar, se houvesse um retrocesso na história e Jesus voltasse novamente, não entre nuvens do céu na parousia em poder e glória, mas, novamente como o singelo profeta da Galiléia, e visitasse as zilhões de igrejas espalhadas pelo planeta que se intitulam cristãs, se Ele seria simpatizante de algumas das denominações instituídas do nosso tempo. Com certeza os “conheço as tuas obras” e os “tenho, porém, contra ti” sobre esses agrupamentos ditos evangélicos, atingiriam dimensões colossais.
Ora, Jesus, uma vez entre nós outra vez, certamente usaria da mesma sabedoria que usou quando andava pela Terra, nas ruas da Palestina, não aderindo a nenhum dos postulados dessas denominações, das propostas das grandes corporações da fé e dos super conglomerados da religião, das igrejas-empresa que superestimam números, estatísticas e resultados de crescimento numérico, não se encaixando em nenhuma bitola teológica sistemática ou dogmática, não se deixando caber em nenhuma fôrma doutrinária…

Igreja e homossexualidade

Longe de mim tentar trazer uma solução para essa questão tão polêmica e delicada. Temos que lembrar que esse tema afeta diretamente a vida de pessoas e muitas delas podem ter um desejo profundo e verdadeiro de conhecer a Cristo. Não é possível tratar esse assunto de forma simplista, citando versículos bíblicos e fechando a questão de forma categórica, sem pensar em todos os desdobramentos sociais por detrás do assunto. Você pode perguntar: qual a ligação da sociedade com a posição da Igreja em relação a homossexualidade? Bom, muitas! O Brasil é uma nação em grande parte cristã. Seria a mesma coisa que questionar qual a importância da religião islâmica no papel da mulher no Oriente Médio. São escalas diferentes, mas a influência é comparável.
A sociedade e o governo devem ser laicos. O próprio Jesus disse que o Reino dele não era desse mundo. Logo, Jesus não quer um governo cristão, mas um governo que governe pelo povo, com justiça, independente de cor, raça ou credo. O Reino de Jesus j…

O valor do arrependimento

"Existem algumas pessoas que começam sua caminhada cristã com uma onda de transformação gerada por uma poderosa revelação de Deus e, como conseqüência disso, de pecado. Desde o começo de sua experiência com Jesus, estão arrependidas de uma forma intensa. Seus pecados foram profundamente expostos e elas estão prontas, dispostas a experimentar a morte e a ressurreição de Cristo.
Esses crentes mergulharam na presença de um Deus santo e lá viram a si mesmos sob Sua luz. Esta revelação de seu “eu” e de seus pecados gerou neles um forte arrependimento, o que permite que o Espírito Santo faça Sua obra neles rapidamente e sem muita resistência. Essas pessoas progridem de uma maneira muito rápida em sua caminhada espiritual.
Praticamente todos os “avivamentos” poderosos conhecidos ao longo da história da Igreja são acompanhados por uma tremenda convicção de pecado. O resultado é um profundo arrependimento. Aquelas “visitações” de Deus trouxeram uma luz ardente que convenceu homens e mulhere…

A pedra que Deus não levanta

Visitando o blog de um amigo me deparei com o antigo paradoxo da pedra. Acredito que quase todos já ouviram falar nele, mas para quem não conhece: se Deus é onipotente, se Ele pode tudo, pode também construir uma pedra que não consiga carregar. Sem a pretensão de trazer a explicação final para esse tão curioso problema, postei o seguinte comentário:
Esse argumento, já antigo, tenta demonstrar que uma das características que tributamos a Deus não é possível. Logo, sendo impossível essa característica, qualquer informação a respeito de dele merece descrédito.
A problemática pode ser descrita em dois termos: se deus é uma invenção humana, ele é tão humano quanto nós e foi mal projetado. No entanto, se Ele não é humano, e criou todas as coisas, tentamos explicá-lo com características humanas; não conseguiremos.
Esse problema se estenderá não apenas as características atribuídas a Deus, mas também as suas ações, ou a falta delas. “Se Ele é Deus é onipotente, porque permite a fome, miséria, mo…

Insanidades cristãs

Hoje recebi de duas fontes distintas uma informação bizarra: abriu-se um sex shop gospel que vende produtos abençoados um a um por meio da oração do casal de proprietários. Acho lamentável o tino comercial do povo crente, que encontra um filão para ganhar dinheiro e ainda turbina seu negócio com um marketing espiritual cada vez mais bizarro. Pior ainda é a multidão gospel, afoita por novidades, que adere sem nem mesmo pensar no assunto com um mínimo de seriedade.
Não que eu tenha algo específico contra os sex shops. Eu simplesmente não sou consumidor de pornografia, mas conhecendo o mundo como vai, deve ser um negócio lucrativo. O que me espanta é a esperteza de se usar um rótulo evangélico e atingir um público totalmente alheio a qualquer bom-senso, que além de aderir à bobagem ainda fala mal do “ímpio” (nem tão ímpio assim), que freqüenta sex shops “não cristãos”. Afinal: “todos os nossos produtos foram abençoados e toda a maldição foi quebrada”! Dá vontade de mandar pra lá, não?
Que…

Justiça ou glória?

Jesus era inocente! Seu julgamento foi injusto mesmo para a sua época; condenaram um homem inocente. Isso é fato! No entanto, pela injustiça dos homens foi manifestada a glória de Deus, permitindo que qualquer um, até mesmo eu, chegasse ao santo dos santos para conhecer a Deus de forma real e pessoal.
Muitos homens seguiram os passos de Jesus; foram injustiçados, vítimas de julgamentos comprados e comprometidos, de martírios e perseguições,  alguns perseguidos até pelos "irmãos", considerados motivo de chacota e segregados socialmente. Não tiveram direito a um julgamento justo, nem mesmo a pronunciarem sua defesa. Muitos seguiram os passos do mestre não apenas em suportar a injustiça, mas em manifestar a glória do Justo Juiz.
Deus não está preocupado com justiça que nos dá a razão, mas com a justiça que leva os homens a Sua Glória. E você, o que busca: a justiça da sua razão ou a glória de Deus?

O reino do deus das emoções

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm.12:2
Como me entristeço ao ver a manipulação de sentimentos nas reuniões cristãs. Tanto em grandes denominações com milhares de seguidores até pequenos grupos que se reúnem em casas ou nas ruas o importante é que aqueles que assistem (como se na igreja houvessem expectadores) sejam tocados em seus sentimentos, “sintam Deus presente”, chorem, tenham uma experiência na alma, mas com ar espiritual, mesmo que saiam da mesma forma como entraram e necessitem de um novo culto para renová-los.
A manipulação vai desde as músicas, ensaiadas de antemão para levar o povo ao “clima” da reunião até a palavra preparada e executada com maestria para levar os sentimentos ao êxtase “espiritual”. Com dolo premeditado é fabricado um estado de alma sensível, um sentimento que é um misto de pesar, alegria e expectativa. Os “lou…